Foi um ano difícil, sempre sendo taxados de pequenos e sem futuro. O fracasso era questão de tempo. Sempre me perguntava o porquê de tudo o que acontecia, mas nunca me deixava abater, afinal, o ano é longo, o tempo pela frente sempre nos motiva a tentar.
O tempo passou, as coisas mudaram, o sobrenatural nos ajudou. Cada um dentre os 20 mil que sempre gritaram até perder a voz, 19 vezes esse ano, tinha sua teoria e explicação. A minha foi o nascimento de Artur Henrique, depois dele, tudo mudou. Passei a ver tudo com mais clareza, encontrei forças onde não acreditava que pudessem existir, e segui em frente, procurando a vitória. Gritando, acompanhando, me espelhando naquilo que eu achava correto. Não era fácil escutar minha mulher e amigos me dizendo: Greg, acabou. Não, não havia acabado, e não acabou.
Hoje, dia 2 de dezembro, vejo tudo como um caminho percorrido, uma felicidade alcançada numa coisa extremamente simples e sem sentido. Hoje a luta faz sentido no agradecimento de um time desacreditado, faz sentido no choro de velhos e crianças, que mais uma vez viram a vitória.
Lógico, meus textos não são de fácil assimilação, mas duas pessoas entenderão facilmente, minha mulher, que me viu triste, e hoje entendo o porque disso ser tão importante pra mim, e meu amigo caio, que entende do assunto e comemorou comigo a nossa permanência.
Para os que não entendem, entendam, é como um vício.
E ano que vem tem mais.
A caverna do Grog
domingo, 2 de dezembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
E agora?
Chega um momento na vida de cada um onde nos perguntamos, e agora? eu realmente quero isso? ou será apenas um erro? sei que meus leitores, todos os 3, as vezes reclamam de meus posts biográficos, mas nesse exato momento me faça tais perguntas. Talvez meu texto possa lhe ajudar, transeunte leitor número 1, número 2 ou número 3.
Tenho absoluta certeza de amor pela minha família, não meus pais e minha irmã, mas minha mulher e filho. Quanto a eles, nada a reclamar. Não tenho queixas acerca de meus amigos, tenho populares, tenho refinados, tenho os que comem carne, tenho os que não comem; talvez também tenha aquele que prefere ser a 'comida', mas não irei tão longe. Já fui 'atleta', sou 'músico' e futuramente 'cozinheiro', outrora tentei ser publicitário, profissão essa que abracei como um menino que ganha seu presente no natal.
Fui talentoso, não sei mais se continuo o sendo, acho difícil. Fiz grandes músicas, jamais tocadas, fiz bons pratos, esses comidos, encestei bolas importantes, jamais reconhecidas, e fiz publicidade durante dois anos da minha vida pensando sempre ser essa a escolha certa. Não nego, gosto disso, gostei de tudo que fiz, mas publicidade sempre me deu mais prazer. Criar, controlar, definir, ter um certo poder sempre me seduziu de uma maneira diferente. Não mais.
De que adianta um talento? de nada, vos digo. Como conversei com um dos 3 leitores, de que adianta se eu n tenho nem um quilo de filé de merlusa, que custa R$ 5,90. Não adianta e não vou culpar a sociedade nem os donos de agência nem ninguém, vou culpar a mim mesmo e a minha faculdade, que apenas serviu para, aos poucos, me transformar em uma pessoas frustrada com sua profissão, com suas escolhas.
De resto sobra apegar-se ao pouco que temos, no meu caso, uma mulher que me ama incondicionalmente, e que sempre acreditou no meu talento, mais até do que eu, no meu filho, a coisa mais perfeita que um dia eu poderia ter feito, e nos meus amigos, sempre presentes com um lata de cerveja, exaltações ao Batman, jogos do Náutico e peladas no fim de semana.
Não desisti, não larguei, mas não tenho a menor vontade de ir atrás, afinal, nem uma agulhinha frita me sobrou, e tem gente por aí até com bacalhau saithe, dos mares da nórdica Noruega.
Obrigado, 3 leitores.
Tenho absoluta certeza de amor pela minha família, não meus pais e minha irmã, mas minha mulher e filho. Quanto a eles, nada a reclamar. Não tenho queixas acerca de meus amigos, tenho populares, tenho refinados, tenho os que comem carne, tenho os que não comem; talvez também tenha aquele que prefere ser a 'comida', mas não irei tão longe. Já fui 'atleta', sou 'músico' e futuramente 'cozinheiro', outrora tentei ser publicitário, profissão essa que abracei como um menino que ganha seu presente no natal.
Fui talentoso, não sei mais se continuo o sendo, acho difícil. Fiz grandes músicas, jamais tocadas, fiz bons pratos, esses comidos, encestei bolas importantes, jamais reconhecidas, e fiz publicidade durante dois anos da minha vida pensando sempre ser essa a escolha certa. Não nego, gosto disso, gostei de tudo que fiz, mas publicidade sempre me deu mais prazer. Criar, controlar, definir, ter um certo poder sempre me seduziu de uma maneira diferente. Não mais.
De que adianta um talento? de nada, vos digo. Como conversei com um dos 3 leitores, de que adianta se eu n tenho nem um quilo de filé de merlusa, que custa R$ 5,90. Não adianta e não vou culpar a sociedade nem os donos de agência nem ninguém, vou culpar a mim mesmo e a minha faculdade, que apenas serviu para, aos poucos, me transformar em uma pessoas frustrada com sua profissão, com suas escolhas.
De resto sobra apegar-se ao pouco que temos, no meu caso, uma mulher que me ama incondicionalmente, e que sempre acreditou no meu talento, mais até do que eu, no meu filho, a coisa mais perfeita que um dia eu poderia ter feito, e nos meus amigos, sempre presentes com um lata de cerveja, exaltações ao Batman, jogos do Náutico e peladas no fim de semana.
Não desisti, não larguei, mas não tenho a menor vontade de ir atrás, afinal, nem uma agulhinha frita me sobrou, e tem gente por aí até com bacalhau saithe, dos mares da nórdica Noruega.
Obrigado, 3 leitores.
domingo, 4 de novembro de 2007
Tempos modernos.
A vodka é a bebida da modernidade, não tem gosto, o cheiro não é tão forte, embebeda que é uma beleza e todo mundo toma, uma pasteurização para a grande massa. Tudo passou por uma fase crítica com o passar dos tempos, desde a culinária até a arquitetura, passando pela história e chegando à música. É sobre essa arte, a mais divina de todas, em minha opinião, que venho vos falar.
O que aconteceu? O bom senso acabou?
Adolescentes chorando por nada, bandas de forró que em nada lembram o ritmo nordestino, e o rock, bem, o rock acabou? Todos os dias escuto nas rádios coisas absurdas, como a música da banda Calcinha Preta que diz, "Paaaaauliiiinha, me diz o quê que eu façuuuu...", ou então coisas como "entre razões e emoções a saída é fazer valer a pena", tudo fora de ritmo, cantado de maneira ridícula, criado por adolescentes que acabaram com o sentido de muita coisa, agora, da música. Por conta dos tais adolescentes, não se pode mais cantar sobre sua vida, não se pode mais falar sobre amor, não se pode mais sentir saudade, afinal, isso é coisa de emo. Mas, me digam, o Pink Floyd era emo? O Ratos de Porão é emo? Mudvayne é emo? lógico que não, e todos já cantaram por saudade, por amor, por uma mulher. A indústria da música, faturando milhões e milhões, resolveu criar um padrão, e esse padrão chegou a um ponto insuportável.
Aí eu me pergunto: Pauliiiinhaaaa, me diz o quê que eu façuuuu...
Ps. desculpem-me o texto redigido as pressas, mas eu passo por uma crise inspiracional.
O que aconteceu? O bom senso acabou?
Adolescentes chorando por nada, bandas de forró que em nada lembram o ritmo nordestino, e o rock, bem, o rock acabou? Todos os dias escuto nas rádios coisas absurdas, como a música da banda Calcinha Preta que diz, "Paaaaauliiiinha, me diz o quê que eu façuuuu...", ou então coisas como "entre razões e emoções a saída é fazer valer a pena", tudo fora de ritmo, cantado de maneira ridícula, criado por adolescentes que acabaram com o sentido de muita coisa, agora, da música. Por conta dos tais adolescentes, não se pode mais cantar sobre sua vida, não se pode mais falar sobre amor, não se pode mais sentir saudade, afinal, isso é coisa de emo. Mas, me digam, o Pink Floyd era emo? O Ratos de Porão é emo? Mudvayne é emo? lógico que não, e todos já cantaram por saudade, por amor, por uma mulher. A indústria da música, faturando milhões e milhões, resolveu criar um padrão, e esse padrão chegou a um ponto insuportável.
Aí eu me pergunto: Pauliiiinhaaaa, me diz o quê que eu façuuuu...
Ps. desculpem-me o texto redigido as pressas, mas eu passo por uma crise inspiracional.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Sobre a Tropa.
Hoje, em mais um dia de aula, que não vi relevância para com a criação publicitária, fui obrigado a assistir Tropa de Elite, o novo Cidade de Deus do cinema nacional. Puta que pariu, quanto palavrão caralho, porra, nunca vi um filme tão 'apalavrãozado', impressionante. O filme versa sobre quem patrocina o tráfico, a classe média como todos sabem, seus amigos maconheiros financiam o tráfico, mas isso não é novidade, a não ser para a alienada massa e sobre o BOPE, a tal tropa de elite da polícia, que de elite não tem nada, na minha modesta opinião. Ah, e não são fascistas, como outros blogs descreveram. Achei um filme mediano, mas não sou crítico e muito menos entendo de cinema, apenas assisto com certa frequência, com pontos altos, como a investida da tropa contra um 'playboyzinho' e o treinamento, para citar alguns, e coisas muito chatas e desnecessárias, como a corrupção da polícia e a maneira como o capitão trata sua mulher. Vejam, apenas pela curiosidade, e saiam com vontade de bater, mas jamais venham com o discurso de que a culpa é do poder público, afinal, o sistema é o sistema, e vocês sabem o que são? São um bando de fanfarrões.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
O terminal - parte segunda
Havia chegado o fim, eles chegavam por todos os lados, a saída já não existia. Entre cada gole um novo plano, uma nova escapada, mas o medo não deixara algum funcionar. As cinzas das horas, o relógio parece passar a cada minuto mais rápido, os tiques penetram em minha mente de tal maneira a enlouquecer-me. Nenhuma memória poderia encher novamente meu peito de alegria, apenas o ódio corrói meu corpo, já magro e sem força. O fato estava consumado, tudo conseguido estava desaparecendo, aos poucos ao longo dos anos, agora chegando ao seu desfecho.
- Rothen, os dividendos da guerra acabaram de chegar, estamos ricos, nada mais pode nos impedir.
- A vitória é nossa Carlos, a Inglaterra venceu, a riqueza é nossa.
Memórias, apenas memórias.
- Rothen, os dividendos da guerra acabaram de chegar, estamos ricos, nada mais pode nos impedir.
- A vitória é nossa Carlos, a Inglaterra venceu, a riqueza é nossa.
Memórias, apenas memórias.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
O terminal.
Era uma noite chuvosa, a temperatura caía a cada minuto, a lareira já não esquentava o necessário, a criadagem havia sido dispensada. Como companhia apenas minhas memórias, uma garrafa de vinho e a lareira, um cenário por muitos descrito. Entre cada gole queimava uma página de minhas memórias a fim de aquecer meu corpo, já tomado pelo frio da noite. Para que serviam afinal? eram apenas lembranças de um passado glorioso, onde conquistei o mundo e minhas posses acumulavam-se entre os interminavéis acres da propriedade em Westfallen, curiosamente, a única posse que mantive, até hoje, o terminal.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
De volta
Após grande hiato estou de volta à rotina do blog, volto para terminar o conto e escrever sobre tudo aquilo que vos interessa.
Gostaria de aqui explanar minha felicidade devido ao nascimento do meu filho, Artur Henrique.
Obrigado a todos que sempre nos apoiaram e pelas ligações recebidas, sei que todos gostariam de conhecer nosso filho.
Obrigado a todos.
Gostaria de aqui explanar minha felicidade devido ao nascimento do meu filho, Artur Henrique.
Obrigado a todos que sempre nos apoiaram e pelas ligações recebidas, sei que todos gostariam de conhecer nosso filho.
Obrigado a todos.
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